O coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP) Deyvid Bacelar (foto ilustração) comemorou nesta segunda-feira (20/10) a liberação da licença do Ibama para que a Petrobras possa perfurar o primeiro poço em águas profundas da Margem Equatorial, a quinhentos quilômetros da Foz do Amazonas. “Finalmente, depois de muito diálogo entre o Ibama e a Petrobras, saiu a licença para a perfuração. A FUP comemora essa notícia que vai possibilitar certamente a garantia de nossa soberania energética”, festejou Bacelar.
As atividades de perfuração serão iniciadas imediatamente e devem durar cinco meses. Ao longo do processo, segundo Bacelar, a Petrobras cumpriu o papel de realizar toda a analise pré-operacional com exercícios simulados. “Esse poço pioneiro vai permitir que sejam aprofundados os estudos geológicos na região. Em cinco ou seis anos teremos o início dessa produção de petróleo que poderá ajudar no desenvolvimento econômico do país. Mas nós defendemos que esse desenvolvimento seja também social e sustentável. Essa riqueza precisará ajudar na proteção da floresta amazônica, da mata atlântica e da caatinga. E vamos lutar para que os projetos socioambientais sejam feitos em parceria com as comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, com os povos originários e com os trabalhadores e trabalhadoras que precisarão passar por todo um processo de requalificação profissional para terem espaço na nova indústria que está sendo gerada a partir da transição energética justa”, destacou o sindicalista, que é membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS) do governo Lula e teve papel decisivo no processo de licenciamento. ‘É importante garantir agora que os recursos da atividade exploratória na Margem Equatorial possam financiar a transição energética justa. Parabéns ao Ibama, que cumpriu o seu papel exigindo todos os cuidados necessários para autorizar o licenciamento desse poço pioneiro”, ressaltou Bacelar.
Ele disse ainda que “há um projeto de lei que está tramitando no Congresso e que precisa avançar visando a proteção das populações locais, criando fundos subnacionais para garantir que essa riqueza ficará no norte e nordeste do país, onde temos os piores índices de desenvolvimento humano do Brasil”.
Em maio deste ano, o Senado Federal aprovou a criação da Frente Parlamentar em Defesa da Exploração da Margem Equatorial.

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