A Câmara Municipal de Conde entrou na mira de uma denúncia no TCM que questiona o pagamento de despesas e o recolhimento de contribuições previdenciárias em 2025. O presidente da Casa, Cristiano Cruz Santos, é acusado de deixar uma obrigação de R$ 19,5 mil sem quitação no fim do ano e de priorizar gastos com consultorias, diárias e combustíveis. O denunciante também relaciona a gestão a um suposto bloqueio de R$ 40,4 mil nas contas da prefeitura.
Entre os gastos citados estão R$ 319,3 mil com a empresa Império Contabilidade, R$ 205,3 mil com a Fox Consultoria, R$ 49,2 mil em diárias pagas ao próprio presidente e R$ 89,3 mil em combustíveis. O cidadão Reinaldo Schiavon Neto também levanta suspeitas sobre documentos de arrecadação municipal. Ao analisar o pedido, o Tribunal de Contas dos Municípios negou a liminar que buscava bloquear bens do presidente, destacando que a contribuição de R$ 19.567,95 foi paga em 20 de janeiro de 2026 e que não há, por enquanto, provas suficientes de ligação entre a dívida e o bloqueio atribuído à Receita Federal.
A decisão não encerra a apuração nem descarta possíveis irregularidades. O TCM considerou necessário ouvir o gestor e examinar melhor os documentos, inclusive divergências sobre outros valores registrados em nome da Câmara. (Da Redação)


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