Com o lançamento do Comitê Brasil Soberano (CBS), no Clube 2004, no bairro Jardim Armação, em Salvador, no último dia 13/12, a Bahia mais uma vez busca dar régua e compasso na luta pela defesa da democracia e da soberania brasileira. Primeiro comitê instalado no Brasil com o objetivo de defender a soberania nacional, o CBS é um movimento que unifica todas as lutas pela soberania no Brasil e conta com a participação efetiva de entidades do campo e da cidade, além de parlamentares e lideranças expressivas do cenário socioeconômico brasileiro, com destaque para o coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros e Petroleiras (FUP), Deyvid Bacelar, que é membro de dois Conselhos do governo do presidente Lula: o Conselho de Participação Social (CPS) e o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS). (Foto ilustração)
“Estamos vivendo um momento muito preocupante do ponto de vista geopolítico e este comitê vai nos ajudar a aglutinar as forças democráticas para o enfrentamento daqueles que estão defendendo os interesses estadunidenses em nosso país”, ressaltou Bacelar. Para ele, “a extrema direita quer ampliar a desigualdade social no país, além de entregar as nossas riquezas minerais, nossos alimentos, nossas águas, o nosso petróleo, nossas terras raras e nossas refinarias para os Estados Unidos”.
A ideia do Comitê foi protagonizada pelo Sindicato dos Petroleiros e Petroleiras do estado da Bahia (Sindipetro-BA), com apoio do Núcleo Petroleiro, no âmbito da Plataforma Operária e Camponesa pela Água e Energia (POCAE, considerada uma das entidades de maior articulação de movimentos sociais e sindicais no Brasil). De acordo com o coordenador do Comitê Brasil Soberano na Bahia, Paulo César Martin, o Comitê já tem uma agenda de atividades a serem iniciadas nos próximos meses. “A defesa da nossa soberania é uma prioridade entre prioridades. Todas as democracias latino-americanas estão sofrendo ataques nos últimos meses por parte de setores da extrema direita liderados pelos Estados Unidos”, disse Paulo César. “Não podemos baixar a guarda”, acrescentou.
Participante ativo da organização do Comitê, o deputado estadual Radiovaldo Costa (PT) ressaltou a importância desse novo espaço democrático para assegurar os direitos que estão garantidos pela Constituição Federal. “A ideia é que, através desse Comitê, a gente possa defender a soberania nacional, cujo conceito abrange várias camadas: vamos defender o patrimônio público, o serviço público, a intervenção do poder público em defesa daqueles que mais precisam, o direito ao emprego digno, à alimentação e escolas dignas, num país mais justo, solidário e igualitário”, defendeu Radiovaldo. “A Bahia está na frente na construção desse comitê que terá um papel fundamental no processo eleitoral do ano que vem, quando estaremos escolhendo a representação política que irá decidir os rumos de nosso país até 2030”, acrescentou.
O ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse que o Comitê Soberano trata de uma questão fundamental que o Brasil está enfrentando neste momento, que é a ameaça norte-americana sobre nós. “A defesa de nossa soberania é fundamental. Esse comitê, associado às atividades do movimento sindical e populares, impulsiona as nossas lutas em defesa da democracia no Brasil, que também está sob ameaça. Acredito que cumprirá um papel estratégico fundamental para mobilizar e manter em ação as forças democráticas do Brasil”, avaliou.
Durante o lançamento do Comitê Brasil Soberano, já com a presença de mais de 1200 lideranças do campo e das cidades, chegou até os organizadores a informação de que um ônibus que transportava camponeses teria colidido no interior do estado e vitimado duas pessoas. Por respeito às possíveis vítimas do eventual acidente, a organização decidiu suspender a festa de lançamento, manteve o lançamento formal e suspendeu as atividades culturais, encerrando a programação antes do horário previsto. Depois, após apuração mais precisa junto aos órgãos do estado, descobriu-se que não houve nenhum acidente em rodovias do estado no dia 13 de dezembro.
“Estamos convictos de que a defesa da soberania não é um tema qualquer, não é uma palavra neutra, mexe com interesses internos e externos. O lançamento do nosso comitê mostrou exatamente isso. No nosso primeiro dia de um processo coletivo, construído para reunir o povo e discutir o futuro do Brasil, tentaram realizar uma ação com o propósito claro de interromper, confundir e desmobilizar. Mas deram com os burros n´água. Nosso Comitê Brasil Soberano já nasceu forte e será uma referência nacional”, frisou Deyvid Bacelar. (Ascom/Deyvid Bacelar)

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