O Ministério Público (MP) instaurou um novo inquérito civil para apurar supostos atos de improbidade administrativa relacionados à contratação das empresas G3 Polaris Serviços, MP2 Construções, Podium Distribuidora, LN Distribuidora e Comércio e WLSP Logística e Transportes pela Prefeitura de Salvador, administrada pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil – foto ilustração). A investigação foi formalizada pelo promotor de Justiça, Luciano Taques Ghignone, da 7ª Promotoria de Justiça de Proteção da Moralidade Administrativa e do Patrimônio Público da Capital.
As empresas já são alvo de uma investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), que apura um suposto esquema de fraudes em licitações, direcionamento de contratos e superfaturamento em órgãos da administração municipal. Segundo o Ministério Público, o grupo empresarial teria atuado de forma coordenada durante cerca de dez anos para vencer licitações públicas. As cinco empresas receberam, juntas, aproximadamente R$ 321,1 milhões da prefeitura de Salvador entre 2015 e julho de 2026, período que abrange as gestões de ACM Neto e Bruno Reis. O prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 38,3 milhões, conforme a investigação.
A nova apuração na esfera cível ocorre paralelamente às investigações criminais já em andamento e poderá resultar em responsabilização por improbidade administrativa, caso sejam confirmadas irregularidades. Até o momento, a instauração do inquérito não representa conclusão sobre a existência de ilícitos nem atribui responsabilidade definitiva ao prefeito Bruno Reis ou aos demais investigados, que terão direito ao contraditório e à ampla defesa durante o andamento do procedimento. (Da redação)


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