A concentração da atividade econômica no Brasil permaneceu elevada em 2023. Segundo o estudo PIB dos Municípios, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (19), os 25 municípios com maior produção econômica responderam por 34,2% do total nacional, o equivalente a R$ 3,74 trilhões. (Foto ilustração)
Quando considerados os 100 municípios com maior produção econômica, a participação sobe para 52,9% do PIB do país, somando R$ 5,78 trilhões em 2023.
Em 2002, esses mesmos grupos representavam, respectivamente, 39,9% e 58,5% da economia nacional, o que indica redução da participação relativa ao longo do período.
Entre os 25 municípios com maior PIB em 2023, 11 são capitais, incluindo as três primeiras posições do ranking:
– São Paulo, com 9,7% do PIB brasileiro;
– Rio de Janeiro, com 3,8%;
– Brasília, com 3,3%.
As três cidades mantiveram as mesmas posições ocupadas no ranking do ano anterior.
O município de Maricá (RJ) aparece na quarta colocação, com 1,2% do PIB nacional, seguido por Belo Horizonte (MG) e Manaus (AM), ambos também com 1,2%. Entre os 25 maiores, além das capitais, predominam municípios das regiões Sudeste e Sul, com destaque para o estado de São Paulo, que concentra 10 cidades no ranking.
O levantamento mostra ainda que, em 2023, houve entrada de Betim (MG) e saída de Itajaí (SC) na lista dos 25 municípios com maior PIB. Excluídas as capitais, o grupo é composto majoritariamente por municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Os dados do IBGE também indicam que a participação conjunta dos 25 maiores municípios no PIB do país foi menor do que a registrada em 2002. Já o número de municípios com peso relevante na economia nacional aumentou ao longo do período analisado. Ainda assim, mais da metade da produção de riquezas do país siga concentrada em um grupo restrito de cidades. (Clarissa Lemgruber)

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