Uma das idealizadoras do movimento ambiental SOS Áreas Verdes, a líder da bancada da oposição na Câmara Municipal, vereadora Aladilce Souza (PCdoB – foto ilustração), questiona a renovação do contrato da prefeitura com a ECO Irrigação e Jardim, no valor de R$9.980 milhões.
“Na segunda capital com menos árvores do país e em acelerado processo de destruição das últimas reservas de áreas verdes, sobretudo da Mata Atlântica e restingas, chama atenção um investimento desse valor em paisagismo, com replantios de R$15 mil por muda”, alerta.
Conforme ela, de acordo com o contrato publicado no Diário Oficial no dia 23 de setembro, assinado pelo secretário Ivan Euler Pereira, titular da Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal, a empresa é especializada na execução de “serviços de paisagismo em áreas verdes, praças, canteiros e jardins, através do plantio e replantio de gramíneas, forrageiras, ornamentais e mudas de árvores, assim como, a realização de tratos culturais e adubação do solo com o fornecimento de vegetação, preferencialmente nativa, incluindo o ecossistema de restinga, observando o projeto paisagístico fornecido pela SECIS, quando necessário”.
Segundo Aladilce, o prefeito Bruno Reis está se especializando em “destruir o verde da nossa cidade”, autorizando inúmeros projetos imobiliários que envolvem remoção de vegetação nativa, “prejudicando até mesmo o último manguezal de Salvador, o Passa Vaca, para beneficiar a especulação imobiliária e sem a exigência de compensação”.
A líder da oposição observa, ainda, que a gestão continua sem dar satisfação à Câmara, que tem a prerrogativa de fiscalizar o Executivo, e sem permitir o controle social, na medida em que não reativa, de fato, o Conselho Municipal de Meio Ambiente. (Ascom)

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