O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), participou do evento Conexão LEM – SSA, realizado no interior da Bahia para consolidar estratégias logísticas voltadas ao agronegócio, e destacou a importância de ampliar a exportação da produção agrícola do Oeste baiano pelos portos da Bahia. (Foto ilustração)
Durante o encontro, o gestor da capital baiana se reuniu com o prefeito de Luís Eduardo Magalhães (LEM), Junior Marabá (PL), e representantes do setor produtivo para discutir avanços no setor. Segundo Bruno Reis, a iniciativa surgiu após a constatação de que grande parte do algodão produzido no Oeste baiano era exportada pelo Porto de Santos, em São Paulo, apesar da proximidade do Porto de Salvador.
“Apenas 6% do algodão produzido aqui no Oeste era exportado pelos portos de Salvador. Essa produção vinha sendo exportada pelo porto de Santos, o porto mais distante do que o nosso porto da capital. Desde aquele momento, a gente iniciou um processo de mobilização, de conversa com os empresários, com os produtores aqui do Oeste”, afirmou.
O prefeito destacou que atualmente cerca de 18% da produção já é exportada pela capital e a expectativa é alcançar 30% até o fim de 2026. O gestor também ressaltou os impactos econômicos positivos da mudança logística, afirmando que a exportação pelos portos baianos beneficia produtores, empresários e amplia a arrecadação estadual.
“Isso, para a Bahia, sem dúvidas, é um grande ganho. Porque quando se exporta pelo porto de Santos, esse tributo fica lá em São Paulo”, declarou. Bruno ainda destacou que investimentos vêm sendo feitos para ampliar a estrutura portuária e melhorar a capacidade de escoamento da produção agrícola.
Durante a agenda, Bruno Reis também fez críticas ao Governo do Estado e afirmou que a articulação para fortalecer a logística do agronegócio deveria ser conduzida pelo governador. “O ideal era que quem estivesse aqui fazendo essa articulação era o governador. Porque no final do dia o maior beneficiário é o Estado”, disse. Apesar disso, o prefeito afirmou que os municípios vêm assumindo esse protagonismo após não esperar mais ações do governador. (Gabriela Encinas/bahia.ba)

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