O presidente Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Manuel Palacios, afirmou nesta terça-feira (20), em entrevista à TV Brasil, que não há erro no resultado da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), que avaliou 351 cursos de medicina em todo o país. (Foto ilustração)
Por sua vez, a Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) afirmou voltou a acionar a Justiça após a divulgação do Enamed mostrar cerca de 100 cursos de medicina em todo o país com desempenho insatisfatório.
O exame, aplicado a estudantes do último ano e coordenado pelo Inep, passa a servir como instrumento de supervisão, abrindo espaço para sanções que vão desde o congelamento da expansão até a redução de vagas e a suspensão do acesso a programas federais.
Após a divulgação, os papéis da Ser Educacional (SEER3) e da Ânima (ANIM3) fecharam entre as maiores quedas da B3, com baixas de 6,77% e 6,48%, respectivamente. A Cogna (COGN3) recuou 1,91%, enquanto a Yduqs (YDUQ3) caiu 1,90%.
Do total de cursos avaliados, cerca de 30% tiveram desempenho insatisfatório, que ocorre quando menos de 60% dos estudantes foram considerados proficientes. O resultado na prova é utilizado para calcular o conceito Enade das instituições, que varia de 1 a 5. As notas 1 e 2 são consideradas insuficientes pelo MEC.
Durante a entrevista, Palacios reconheceu que houve divergência de informação na comunicação, que teria ocorrido em um comunicado interno via sistema eMEC que as faculdades têm acesso para a validação de informações. O dado errado sobre o número de estudantes que alcançaram a proficiência foi corrigido, com base no resultado alcançado na prova, e não teria sido usado para classificar os cursos. (Moneytimes)

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