O coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar (foto ilustração), disse nesta quarta-feira (14/1) que sempre entendeu a Lavagem do Bonfim como “um lugar onde a população da Bahia se encontra, onde a rua vira espaço de respeito, de escuta e de cuidado”. Membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS, o Conselhão do governo Lula) e do Conselho de Participação Social (CPS), Bacelar está convocando a população baiana a se juntar aos petroleiros e petroleiras na luta em defesa da soberania nacional e pelo fim da escala 6X1, tendo marcado a Igreja Nossa Senhora da Conceição da Praia como ponto de encontro para a saída no tradicional cortejo.
Deyvid avaliou que 2025 foi um ano de luta e de conquistas históricas para o povo brasileiro. “O fim da jornada 6X1 foi uma importante vitória na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, deve caminhar para aprovação no plenário, tramitará na Câmara dos Deputados e seguirá para sanção do presidente Lula”, projetou.
Durante o cortejo, o sindicalista disse que pretende destacar como conquista a isenção da cobrança de Imposto de Renda para aqueles que ganham até R$5 mil, pois isso já vai fazer a diferença no bolso de trabalhadoras e trabalhadores neste mês de janeiro. “Tivemos também a valorização do salário mínimo e a implementação de políticas públicas que fortalecem o mercado interno e ampliam a oferta de empregos”, frisou.
Avaliando o desempenho do governo Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, Bacelar sustenta que há muita coisa para festejar. Ele cita um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que indica que 17,4 milhões de pessoas ascenderam de classe no Brasil, uma população equivalente à do Equador. “Programas sociais continuam beneficiando a classe trabalhadora. O Bolsa Família e programas como o Minha Casa, Minha Vida (MCMV), PAC e Nova Indústria Brasil impulsionaram a demanda agregada e a geração de empregos”, destacou. Para o sindicalista, no entanto, todas essas conquistas estão incomodando os setores conservadores do país.
“Esses benefícios sociais que estão sendo garantidos durante o atual governo Lula estão incomodando os setores da direita e da extrema direita em nosso país. Por isso a classe trabalhadora brasileira terá o grande desafio de reeleger o presidente Lula e o governador Jerônimo para que continuem sendo implementadas as políticas progressistas. Vamos avançar na pauta de direitos trabalhistas, incluindo a regulamentação do trabalho remoto e a proteção dos trabalhadores autônomos. Vamos lutar contra a precarização do trabalho e a perda de direitos trabalhistas”.
Deyvid disse ainda que será preciso defender a reforma agrária como política estruturante para o desenvolvimento nacional. “E no âmbito da categoria petrolífera aqui na Bahia vamos consolidar as nossas conquistas, reafirmando a importância da retomada das atividades de perfuração da Petrobras na Bahia, a reativação do Canteiro de São Roque e do Estaleiro Enseada do Paraguaçu, bem como a reestatização da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), em Camaçari (que volta a operar em 2026), e a reestatização da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), em São Francisco do Conde, que, após uma árdua luta em 2025, certamente voltará a ser comandada pelo Estado Brasileiro”.
Na luta em defesa dos setores estratégicos de nosso país, Deyvid criou em Salvador o Comitê Brasil Soberano (CBS), que vai reunir em 2026 as entidades comprometidas com a pauta desenvolvimentista do país. “A ideia é consolidar uma articulação política e social para garantir a defesa dos recursos estratégicos do país, a exemplo do petróleo e das terras raras. Entendemos que a soberania brasileira vem sendo pressionada em diferentes frentes, conforme os interesses econômicos que se impõem sobre setores estratégicos. Nesse contexto, defender soberania significa garantir que decisões fundamentais sobre o futuro do país permaneçam sob controle do povo brasileiro, assegurando desenvolvimento, empregos, indústria e democracia”. (Ascom)

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