Ser mulher na política brasileira ainda é enfrentar um campo cheio de obstáculos. As estatísticas falam por si: segundo a ONU Mulheres, o Brasil ocupa a 133ª posição no ranking global de representação parlamentar feminina. Na Câmara dos deputados, apenas 18,1% das cadeiras são ocupadas por mulheres, enquanto no Senado esse número é de 19,8%, de acordo com o mesmo estudo da ONU.
O avanço, embora tenha ocorrido, ainda é muito pequeno. Um estudo recente da Câmara dos Deputados apontou um crescimento de apenas dois pontos percentuais no número de mulheres eleitas em 2024. Mas isso ainda está longe de representar a nossa realidade: nós, mulheres, somos mais da metade da população e, no entanto, seguimos minoria nos espaços de Poder.
Entre os muitos motivos para essa sub-representação, um se destaca: o machismo. Essa barreira não está apenas nos discursos mais evidentes ou agressivos. Muitas vezes, está nas entrelinhas, em comentários aparentemente “inofensivos”. Tenho vivido isso na pele e vejo que meu caso não é isolado. Quando uma mulher ocupa um cargo de liderança, é comum ouvirmos insinuações de que há “alguém por trás” das nossas decisões. É uma tentativa clara de negar a nossa competência, de não aceitar que chegamos até aqui por mérito próprio, com trabalho, preparo e capacidade.
Esse tipo de comentário não é apenas injusto, é machista e tenta diminuir o papel das mulheres que ocupam posições de destaque. Aí eu deixo um questionamento: por que quando é um homem prefeito não dizem que quem manda é a primeira-dama ou uma mulher próxima dele? A resposta é simples: machismo! (Colaboração: Prefeita de Lauro de Freitas Débora Regis/foto)

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