O diretor de Política Monetária do Banco Central e presidente da autarquia a partir de janeiro, Gabriel Galípolo (foto ilustração), disse nesta quinta-feira que não existe uma “bala de prata” que possa resolver a questão fiscal do país no curto prazo e que, por isso, é necessário tratar do assunto de forma contínua.
Em entrevista coletiva em Brasília, Galípolo afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reconhecem que o trabalho para sanear as contas públicas deve permanecer.
“Se você entende o esforço fiscal necessário para estabilizar a relação da dívida sobre PIB, ninguém imaginou que você conseguiria entregar algo que em poucos meses daria conta de apresentar uma bala de prata”, disse.
“Se não é possível oferecer uma bala de prata em uma única medida, isso tem que se dar de maneira contínua.”
Para ele, os movimentos de mercado se impõem, mas a avaliação de medidas fiscais depende de um tempo “legítimo”, que é parte do processo democrático. (Por Bernardo Caram)

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