As expectativas do mercado para a inflação, os juros e o câmbio voltaram a piorar no Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, nesta segunda-feira (3). Quase todas as projeções foram alteradas. (Foto ilustração)
As projeções foram coletadas no final da semana passada, quando o mercado repercutiu negativamente o resultado das urnas que reelegeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o seu quarto mandato.
Para 2026, a mediana das projeções para o IPCA passou de 5,19% para 5,22%, permanecendo acima da marca de 5%. O movimento reforça a percepção de inflação mais resistente no curto prazo. A principal novidade foi a revisão forte do IPCA de 2027, que subiu de 4,34% para 4,76%, avançando pela terceira semana consecutiva. Também houve alta nas estimativas para 2028, de 3,75% para 4,00%, e para 2029, de 3,50% para 3,98%.
Na atividade econômica, o Focus mostrou nova piora nas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB). A estimativa de crescimento em 2026 caiu de 1,80% para 1,76%, na terceira semana seguida de baixa. Para 2027, a projeção recuou de 1,31% para 1,20%, também em queda pela terceira semana consecutiva.
O câmbio também foi revisado para cima em todos os anos acompanhados. A projeção para o dólar ao fim de 2026 subiu de R$ 5,05 para R$ 5,34, enquanto a estimativa para 2027 avançou de R$ 5,15 para R$ 5,40. Para 2028, a mediana passou de R$ 5,20 para R$ 5,40 e, para 2029, de R$ 5,28 para R$ 5,45.
No mesmo sentido, as apostas para a Selic subiram em toda a curva, indicando juros mais altos por mais tempo. A mediana para 2026 passou de 13,25% para 13,50% ao ano, enquanto a projeção para 2027 avançou de 11,75% para 12,50%.
Confira as projeções do Relatório Focus desta segunda-feira (3) Inflação (IPCA)
2026: de 5,19% para 5,22%
2027: de 4,34% para 4,76%
2028: de 3,75% para 4%
2029: de 3,50% para 3,98%. (Por Juliana Caveiro)


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