O líder do governo na Câmara de Governador Mangabeira, Dr. Edgar Henrique (Republicanos), e o vereador licenciado Derlan Queiroz (PP), que ocupa o cardo de secretário municipal de Serviços Públicos, contrariaram a orientação do próprio grupo político ao manter o apoio a Lula (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Os dois integram a base da prefeita Manuela Pedreira (PP), mas seguiram caminho diferente do defendido pelo ex-prefeito Marcelo Pedreira (PP), primo da gestora e principal liderança política do grupo, que orientou o apoio a Flávio Bolsonaro (PL), alinhado à posição de ACM Neto (União Brasil). (Foto ilustração: secretários Derlan Queiroz e Dr. Edgar Henrique)
No primeiro turno, Edgar e Derlan apoiaram Lula para presidente e ACM Neto para governador da Bahia. Na etapa final da disputa presidencial, porém, mantiveram o voto no petista, contrariando a expectativa de alinhamento com a liderança municipal. A escolha expôs a autonomia dos dois aliados da prefeita e mostrou que, mesmo ocupando posições estratégicas na administração, eles não seguiram a orientação política do grupo para a eleição presidencial.
Dr. Edgar Henrique tornou pública sua insatisfação com a escolha anterior de ACM Neto. Nas redes sociais, afirmou ter vergonha de ter votado no ex-prefeito de Salvador e criticou a retirada de ônibus do transporte coletivo da capital baiana durante o segundo turno, episódio que atribuiu a uma orientação de ACM Neto a Bruno Reis (União Brasil), atual prefeito. “Quer ganhar a eleição, ganha na urna, sem covardia, sem mentira, sem enrolação”, escreveu. Em seguida, associou a conduta ao bolsonarismo e declarou: “Jamais votei e jamais votarei nessa gente”.
A decisão dos dois vereadores ocorre em um município onde Lula ampliou sua votação entre os turnos. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o petista passou de 10.179 votos no primeiro turno para 11.281 no segundo, enquanto Flávio Bolsonaro recebeu 3.907 votos na etapa final. O resultado reforça a dimensão do eleitorado lulista em Governador Mangabeira e dá peso político à escolha de Edgar e Derlan: mesmo ligados à gestão municipal e ao grupo de Marcelo Pedreira, os dois decidiram não acompanhar a orientação pelo candidato do PL. (Da Redação)


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