Renata Aguiar decidiu procurar, por conta própria, o filho desaparecido e, após buscas, encontrou a ossada, recolheu tudo em um saco plástico, levou para uma delegacia e teve que esperar três anos pelo resultado do exame de identificação. Gislaine Nascimento não sabe mais onde procurar a irmã que, há 10 anos, foi tirada à força de casa e o caso já é considerado internacionalmente como tráfico humano para exploração sexual. (Foto ilustração)
Para evitar situações como estas, a Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE/BA) sediou, nestas quinta e sexta, 15 e 16 de outubro, um encontro técnico com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e as demais Defensorias Públicas estaduais para discutir a implementação do Protocolo Nacional de Atuação para Defesa dos Direitos da Pessoa Desaparecida e seus Familiares.
Realizado no auditório da Escola Superior da Defensoria da Bahia (Esdep), em Salvador, o encontro discutiu caminhos para implementação do protocolo aprovado em agosto deste ano, durante a 112ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege). O diálogo foi conduzido pelos oficiais de Proteção de Vínculos Familiares do CICV, Beatriz Scotton e Daniel Mamede, que contribuíram com as discussões e formam o Grupo de Trabalho (GT) sobre o protocolo com defensores(as) públicos(as), assistentes sociais e psicólogos(as) das Defensorias da Bahia, Acre, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo.
A implementação do documento prevê a articulação entre instituições e a identificação das estruturas disponíveis em cada estado, com o objetivo de organizar os fluxos, encaminhamentos e fortalecer a orientação jurídica às famílias. As discussões também consideram a necessidade de acolhimento psicossocial diante do sofrimento causado pelo desaparecimento de um parente. (Ascom/depba)

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