O sindicalista licenciado e candidato a deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Deyvid Bacelar (foto ilustração), deu o pontapé inicial de sua campanha na madrugada deste domingo (16/8), convidando a classe trabalhadora a conhecer suas propostas de projetos de lei e de ações que vão ajudar a mudar a qualidade de vida da população brasileira. “Chegou um dos momentos mais importantes da minha caminhada, que começou no chão de fábrica, como técnico de segurança do trabalho. Foi ali que aprendi que direito se conquista com luta e organização. Do sindicato à FUP, sempre estive ao lado de quem trabalha e faz o Brasil acontecer”, disse Deyvid Bacelar, em sua primeira mensagem de campanha nas redes sociais.
“Agora quero levar essa luta para Brasília. Com a mesma disposição de sempre: defender emprego, direitos, a Petrobras, nossa Bahia e a classe trabalhadora. Nessa caminhada, preciso de você comigo. O meu número é 1350”, informou.
O sindicalista festejou também o destravamento da PEC que prevê o fim da escala 6 x 1 no Brasil. Segundo ele, trata-se de uma excelente notícia para a classe trabalhadora. “O avanço dessa pauta no Senado federal é essencial para garantir mais dignidade, tempo de descanso e qualidade de vida para quem sustenta o Brasil com o seu suor”, destacou Bacelar.
Depois de ter comandado a Federação Única dos Petroleiros e Petroleiras (FUP) nos últimos cinco anos, além de ter sido membro de dois conselhos importantes do governo Lula (o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável – CDESS, e o Conselho de Participação Social – CPS), Bacelar conseguiu viabilizar programas como o Gás do Povo, que possibilita o acesso ao gás de cozinha para 15 milhões de famílias brasileiras. E trouxe para a Bahia uma série de cursos profissionalizantes, a exemplo do Autonomia e Renda, programa da Petrobras voltado para a qualificação de jovens, através de parcerias com instituições como Senai-Cimatec, Sesi, federações de indústrias, entre outras.
Para o sindicalista, será preciso unificar as forças progressistas pela redução de jornada, ampliando o debate sobre precarização do trabalho. Dados do IBGE mostram que, apesar de o governo Lula ter conseguido alcançar a menor taxa de desemprego de todos os tempos, o país ainda tem 8,5 milhões de desempregados e 34% da força de trabalho na informalidade. Para Bacelar, a PEC do fim da escala 6×1 é o ponto de partida de uma agenda maior em prol da classe trabalhadora.
Durante encontro com a juventude de Feira de Santana, sua cidade natal, Bacelar relacionou o tema a outros cinco eixos da sua campanha: “A questão do emprego e renda é uma das bases de minha campanha. Acabar com a escala 6×1 é devolver a dignidade à classe trabalhadora, com salário justo, benefícios e tempo para viver. Não dá pra aceitar jovem entrando no mercado sem qualificação e saindo pela precarização”, afirmou. “Formação profissional não pode ser promessa. Tem que ser porta de entrada pro primeiro emprego”.
Bacelar defende concursos públicos com cotas, fortalecimento da economia solidária, da cultura e da agricultura familiar. Em sua campanha, vai insistir na tecla de que o Congresso precisa criar medidas para baratear combustível, gás e energia, bem como viabilizar a tarifa zero no transporte público. “O povo está pagando caro porque o Estado abriu mão de coordenar suas empresas públicas. A gente precisa de preço acessível e previsível”, disse. O sindicalista lembrou que o programa Gás do Povo atende 15 milhões de famílias, mas defendeu sua ampliação. “Energia é direito, não mercadoria de luxo”.
Bacelar relaciona a jornada de trabalho com a defesa de direitos sociais. “Luta trabalhista é luta por saúde, educação e moradia”, disse. Entre outras propostas, cita combate ao racismo, ao machismo e ao feminicídio, defesa da igualdade racial e de gênero, dos direitos da população LGBTQIAPN+, da reforma agrária e ampliação de creches e centros de convivência para idosos em tempo integral. “Também precisamos construir uma segurança pública com controle social e inclusão. Direitos não se negociam”.
O ex-presidente da FUP defende ainda a diversificação da matriz energética a partir da indústria nacional. “Transição justa é gerar emprego e renda sem deixar ninguém para trás. É conversar com indígenas, quilombolas, ribeirinhos e trabalhadores do campo e da cidade”, afirma. Para ele, a Petrobras e outras estatais devem liderar esse processo, criando trabalho decente e tecnologia brasileira.
“Precisamos varrer do parlamento os deputados fisiológicos e eleger uma verdadeira bancada da classe trabalhadora. Chegou a hora dessa renovação”.

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