O ano de 2025 foi bom para o país sob o ponto de vista econômico, apesar de certo agravamento no quadro fiscal. O PIB brasileiro cresceu em torno de 2,4%, um resultado expressivo, levando em conta que a taxa de juros está em 15% ao ano. Isso significa que, no período 2023/2025, a taxa de crescimento médio anual do PIB foi de 3%, a melhor em cerca de 20 anos. O PIB per capita cresceu em torno de 1,7%, a taxa de desemprego ficou em 5,2%, a menor desde que começou a ser calculada, e a inflação deve fechar em 4,3%, abaixo do teto da meta. Apesar da taxa de juros exorbitante, a economia não entrou no modo recessão, ainda que tenha desacelerado nos dois últimos trimestres. O desempenho só não foi melhor porque o quadro fiscal se deteriorou, embora não tenha havido qualquer sintoma da crise fiscal de grandes proporções que os jornais econômicos do país anunciaram em manchetes durante todo o primeiro semestre de 2025.
Sendo assim, quais as previsões para 2026? Para começar, vale dizer que 2026 será um ano de incertezas e de instabilidade no mercado, principalmente no segundo semestre. Será um ano de crescimento econômico, ainda que moderado, de instabilidade no câmbio e na bolsa de valores – maior ou menor, a depender dos fatos políticos – e de agravamento do cenário fiscal, mas sem crises nas contas públicas, que continuarão sendo administradas na base do empurrar com a barriga. (Colaboração: Armando Avena/A Tarde)

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