Integrantes da oposição que coletam assinaturas para a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso do Banco Master esperam o fim do recesso parlamentar para pressionar o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para tirar o colegiado do papel. (Foto ilustração)
O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), responsável pelo requerimento, diz já ter coletado 257 assinaturas de deputados e senadores, tanto da oposição quanto da base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O requerimento atingiu o número mínimo de assinaturas em 31 de dezembro, quando 28 senadores e 177 deputados federais declararam apoio à iniciativa.
Para uma CPMI ser oficializada, o requerimento deve ser lido pelo presidente do Congresso Nacional em uma sessão conjunta. Regimentalmente, no entanto, não há prazo para que Alcolumbre faça a oficialização da CPMI. O requerimento sugere a composição de 30 membros, 15 senadores e 15 deputados, e uma duração inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada.
Carlos Jordy disse que continua coletando assinaturas e que, em 2 de fevereiro, irá protocolar o requerimento com as assinaturas necessárias.
O caso ganhou força entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), após a veiculação da relação entre o Master, que foi liquidado pelo Banco Central acusado de fraudes, e o escritório de advocacia da esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes – relator da ação penal da trama golpista.
O contrato de prestação de serviços no valor de R$ 129 milhões estava no celular do dono do banco, Daniel Vorcaro, apreendido quando o empresário foi preso durante a Operação Compliance Zero, deflagrada junto à liquidação da instituição financeira. O empresário estava prestes a embarcar rumo a Dubai quando foi procurado pelos agentes federais. (Luciana Saravia)

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