O processo de venda de um dos imóveis mais valiosos de Santo Amaro — uma área de 16.937,12 m² onde funcionava a antiga Fábrica Tirzan, avaliada em R$ 3,4 milhões — passará por pente-fino. Uma denúncia foi oficialmente convertida em inquérito civil para apurar a legalidade da alienação, anunciada pela prefeitura como parte do Leilão 001/2025. A decisão foi formalizada e terá a condução do promotor de Justiça, Rafael Macedo Coelho Luz Rocha. (Foto ilustração)
A Prefeitura de Santo Amaro, responsável pela realização do leilão, promoveu um certame com 46 lotes de bens públicos considerados sem utilidade para a administração — incluindo imóveis e sucatas. O terreno da Tirzan, porém, rapidamente deixou de ser apenas mais um item da lista: ele havia sido destinado anteriormente à UFRB, antes de ser revertido ao município por decisão legislativa, movimento que gerou críticas e questionamentos sobre a destinação final da área. A transformação desse espaço, historicamente ligado à memória industrial da cidade, em ativo imobiliário disponível ao melhor lance tornou-se motivo de embate público.
Com a abertura do inquérito civil, o Ministério Público passa agora a reconstituir cada passo da operação — desde a reversão do terreno ao município até os critérios de avaliação e justificativa para a venda. A investigação promete lançar luz sobre um processo que, embora apresentado como administrativo e técnico, envolve cifras altas, interesses diversos e um patrimônio estratégico para Santo Amaro. A depender das conclusões, o futuro do Lote 01 poderá ganhar novos capítulos. (Da Redação)

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