Após meses de severas restrições orçamentárias, reitores de universidades públicas federais esperam ouvir nesta terça-feira um alento do governo. Uma reunião marcada no Palácio do Planalto com o ministro da Educação, Camilo Santana, e possivelmente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva — ele teve uma indisposição ontem — pode resultar numa solução paliativa para a estrutural crise financeira que atormenta o ensino superior. (Foto ilustração)
O encontro vai tratar da recomposição do orçamento dessas instituições de ensino e pesquisa. Mas ocorre em momento delicado, após o Ministério da Fazenda anunciar, na semana passada, contingenciamento de R$ 31,3 bilhões no orçamento geral de 2025. Segundo explicações da equipe econômica, a medida é necessária para seguir as regras do arcabouço fiscal. Apesar do aperto orçamentário, o ministro da Educação, Camilo Santana, disse que o limite de gastos mensais para as universidades federais será ampliado.
Em entrevista ao jornal Diário do Nordeste, o ministro afirmou que as instituições federais de nível superior não terão mais o limite que permitia gastar apenas 1/18 (um dezoito avos) da verba anual até novembro, de acordo com a regra aprovada na Lei Orçamentária Anual (LOA). Essa restrição foi imposta por um decreto, assinado em 30 de abril. Desde então, a comunidade acadêmica tem protestado, e algumas instituições federais passam por penúria. (Por Francisco Artur de Lima)

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