Os preços do café se consolidaram com ganhos nesta segunda-feira (17), com o robusta em Londres registrando alta de mais de 6% nos futuros mais próximos. Segundo o Barchart, os preços receberam suporte após o café brasileiro ainda estar sujeito a tarifas substanciais dos EUA. (Foto ilustração)
Na última sexta-feira (14), a Casa Branca divulgou nova orientação da retira da taxa recíproca de 10% sobre a importação dos cafés do Brasil aos EUA, mas manteve a continuidade dos 40% adicionais (em vigor desde agora deste ano).
Em entrevista para o Notícias Agrícolas, o diretor geral do Cecafé, Marcos Matos, alertou que com os concorrentes diretos do Brasil ficando com tarifa zerada, eles passam então a ser ainda mais competitivo e agravar mais a situação das exportações brasileiras do grão aos EUA, que já vêm apresentando quedas significativas desde setembro de 2025.
Segundo o analista de mercado e diretor da Pharos Consultoria, Haroldo Bonfá, a permanência do tarifaço ocasiona uma super oportunidade para as vendas do robusta do Vietnã, que receberam zero de tarifa, além do fato de estarem sendo previstas safras mais baixas para o Conilon no Brasil em 2026. “A taxação não faz com que o Brasil perda competitividade, e abre as portas para a Colômbia e Vietnã”, completou o analista.
O robusta encerra o dia então registrando US$204 no valor de US$ 4,453/tonelada no contrato de novembro/25, um ganho de US$ 260 negociado por US$ 4,483/tonelada no de
janeiro/26, e um aumento de US$ 240 no valor de US$ 4,368/tonelada no de março/26. (Raphaela Ribeiro)

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