A proposta de tarifa zero no transporte público deve ser analisada com cautela e integração entre diferentes governos, afirma Marcos Bicalho, diretor de gestão da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos) (Foto ilustração)
Segundo Bicalho, a ideia pode ter custos elevados e desafios de implementação, especialmente nas grandes cidades, onde a responsabilidade é compartilhada entre União, estados e municípios.
“É uma tarefa realmente complexa, principalmente porque São Paulo está no centro de uma região metropolitana que envolve mais de 30 municípios e isso tudo representa mudança nos hábitos da população. É preciso que essa política seja integrada. São Paulo tem hoje uma política de tarifa zero nos ônibus aos domingos, e os metrôs e os trens metropolitanos que atendem àquela cidade não têm essa tarifa zero. Isso pode até funcionar nos domingos, as viagens são menores, são viagens por outros motivos que não trabalham e estudam, mas quando você enfrenta essa rotina diária, existem preocupações bastante grandes no sentido de você garantir essa ir e vir da população para as suas obrigações cotidianas. “ – Marcos Bicalho.
É uma tarefa realmente complexa, principalmente porque São Paulo está no centro de uma região metropolitana que envolve mais de 30 municípios e isso tudo representa mudança nos hábitos da população. É preciso que essa política seja integrada. São Paulo tem hoje uma política de tarifa zero nos ônibus aos domingos, e os metrôs e os trens metropolitanos que atendem àquela cidade não têm essa tarifa zero. Isso pode até funcionar nos domingos, as viagens são menores, são viagens por outros motivos que não trabalham e estudam, mas quando você enfrenta essa rotina diária, existem preocupações bastante grandes no sentido de você garantir essa ir e vir da população para as suas obrigações cotidianas”. Afirma o diretor NTU.
O diretor da NTU também chama atenção para o impacto do aumento da demanda sobre custos e necessidade de planejamento prévio.
“O aumento da demanda vai exigir também uma contrapartida da oferta dos serviços e isso interfere diretamente nos custos. Então é muito importante levar isso em consideração desde os estudos iniciais para que não seja pego de surpresa com a necessidade de você ter que aportar mais recursos para manter essa política pública. Normalmente nós estamos trabalhando com um aumento de oferta da ordem aí de entre 20% e 40%, que é um processo que a gente tem observado na grande maioria das cidades. Então há necessidade realmente de o planejamento dessa política pública considerar a necessidade futura de um aumento de oferta importante de um aumento de custos”. Finaliza Marcos Bicalho. (Uol)

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