Em compromisso com a equidade e o enfrentamento ao racismo estrutural, o presidente Lula, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, junto da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, anunciaram, nesta semana, um amplo pacote de medidas que reforçam o papel do Sistema Único de Saúde (SUS) como instrumento de inclusão e justiça social, denominado “Saúde sem racismo: políticas pela igualdade racial.” (Foto ilustração)
As iniciativas vão desde investimentos na assistência farmacêutica para a população com doença falciforme à atenção integral da população negra e à população quilombola. Em parceria com o Ministério da Igualdade Racial, o Ministério da Saúde também foca em políticas de qualificação de profissionais de saúde e ampliação de medicamentos no SUS, sempre com enfoque na diversidade étnico-racial e no cuidado às populações historicamente marginalizadas.
“Estamos avançando em um sistema de saúde que não apenas atenda a todos, mas que seja, acima de tudo, equitativo e justo,” afirma a ministra da Saúde, Nísia Trindade.
No campo da assistência farmacêutica, o Ministério da Saúde promoveu a qualificação da assistência farmacêutica para as pessoas com doença falciforme. O investimento contempla a ampliação da idade de uso da hidroxiuréia, melhora dos prognósticos de pacientes e maior segurança no uso de medicamentos para crianças.
Entre 2014 e 2020, foram diagnosticados, em média, 1.087 novos casos anuais de crianças com doença falciforme no Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN). A doença, com maior prevalência em estados como Bahia, Distrito Federal e Minas Gerais, afeta majoritariamente a população preta e parda.
No âmbito da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN), o Ministério também está ampliando ações para a população quilombola, por meio do financiamento adicional para Equipes de Saúde da Família que atendem comunidades quilombolas. O investimento é de R$ 100 milhões. No Programa Mais Médicos há 283 novos profissionais atuando junto às comunidades quilombolas de 150 municípios. O Ministério também investiu na profissionalização em saúde quilombola por meio a formação profissionais do SUS para essa população. (Edjalma Borges)

No Comment! Be the first one.