Em busca incessante por protagonismo, a mulher de Lula era vista positivamente por 41% dos brasileiros em fevereiro de 2023 —índice que despencou pela metade. Hoje, 22% dizem ter avaliação positiva dela, contra 28% que a enxergam de forma negativa e 30%, de forma regular. (Foto ilustração: Janja e Lula)
Na análise de integrantes do partido, hoje o problema não é tão grande. Ele se restringiria à própria primeira-dama, que fracassa em termos de popularidade mesmo depois de abandonar o comportamento de apenas dançar e cantar em palanques para adotar agendas mais sérias como a do combate à fome. Compromete também a ambição dela de querer interferir na comunicação do governo, já que nem da própria imagem ela conseguiria cuidar direito.
A antipatia em relação a Janja, no entanto, pode se transformar, sim, em um grande problema caso o governo de Lula enfrente, no futuro próximo, um cenário econômico mais adverso, com o presidente perdendo popularidade, analisam as mesmas lideranças.
Janja seria a partir de então um alvo fácil e simbólico para a oposição, que poderia explorar a imagem ruim que ela tem diante de parcela significativa do eleitorado para atingir o próprio presidente.
Os gastos da primeira-dama em viagens e com assessores, por exemplo, serviriam para desgastar o governo em momento de crise econômica e aperto de cintos.
Há também uma tentativa de se entender as razões da queda de popularidade de Janja, que despencou mesmo com o governo mantendo estabilidade nas pesquisas. A popularidade dela é mais baixa que a do marido. Ainda não há conclusões claras sobre o assunto, mas uma certa arrogância no discurso pode ser um dos fatores que prejudicam a primeira-dama, avaliam especialistas em comunicação que trabalham com o governo. (Folhapress)

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