Segundo o Barchart, a preocupação com a menor oferta global de café consolidaram as altas. Nesta 4ª feira a Organização Internacional do Café (OIC) informou que as exportações globais em julho caíram 1,6%, para 11,6 milhões de sacas, e as exportações acumuladas de outubro a julho caíram 0,3%, para 115,615 milhões de sacas. (Foto ilustração)
De acordo com boletim do Escritório Carvalhaes, a colheita da safra de 2025 está terminando em todas as regiões produtoras do Brasil, e os números confirmam uma quebra no volume produzido de arábica bem maior do que o inicialmente previsto. O padrão climático continua imprevisível, com secas, chuvas irregulares e frentes frias que trouxeram neste inverno geadas e queda de granizo em cafezais das principais regiões produtoras, afastando a possibilidade de uma safra recorde em 2026.
A colheita de 2025 na região da Alta Mogiana, em São Paulo, está chegando ao fim com um saldo preocupante para os produtores. Muitos produtores relatam que a quebra de produtividade chegou a 20 ou 30% em relação às expectativas iniciais. Segundo informações do portal internacional Bloomberg, os preços também permanecem vulneráveis a oscilações bruscas, diante a incerteza em relação às tarifas americanas, que continua a pesar no mercado futuro.
Os importadores americanos paralisaram as compras de café brasileiro a partir do início da cobrança da taxa de 50%, imposta pelo governo americano, conforme relatou o presidente do Conselho Deliberativo do Cecafé, Márcio Ferreira. (Por Raphaela Ribeiro)

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