A Apple respondeu na sexta-feira (13) ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em meio a uma investigação sobre possíveis práticas anticompetitivas envolvendo a tecnologia de pagamentos por aproximação (NFC) do iPhone. (Foto ilustração)
A empresa afirmou ter direito de cobrar bancos e carteiras digitais que desejam usar a funcionalidade, destacando que a medida é necessária para garantir a segurança das transações e proteger os consumidores de riscos cibernéticos.
Bancos e fintechs alegam que a Apple impõe condições abusivas, dificultando o surgimento de carteiras digitais concorrentes ao Apple Pay. Em resposta, a gigante de tecnologia sustenta que suas taxas são razoáveis e que não há prejuízo à concorrência que justifique a intervenção do Cade.
No documento enviado ao órgão, a Apple afirma que as alegações de anticompetitividade são “juridicamente e factualmente incorretas”. A empresa afirma que o interesse de bancos e prestadores de serviços de pagamento em ter acesso gratuito às tecnologias proprietárias de NFC visa reduzir custos próprios, sem considerar os investimentos feitos pela Apple em pesquisa, desenvolvimento e monitoramento de segurança.
“Todas as empresas que defendem o acesso gratuito ou quase gratuito aos pagamentos por NFC no iOS – como Nubank, Zetta, Mercado Pago, PicPay e PayPal – têm um interesse econômico direto na redução de seus próprios custos”, destaca. “Além disso, essas empresas têm interesse em promover um modelo de acesso NFC que, ao contrário do Apple Pay e do Apple Wallet, introduz fricções que podem limitar a prontidão dos usuários para alternar com facilidade entre diferentes cartões de pagamento, ao exigir que selecionem uma nova solução de pagamento a cada vez que desejarem utilizar um cartão distinto”, completa.
A companhia reforça que o Secure Element (SE), chip presente no iPhone que isola credenciais de pagamento, é um diferencial de segurança. Ele armazena e processa dados sensíveis, exigindo autenticação biométrica ou por código de acesso para concluir transações, o que minimiza riscos de fraudes e ataques cibernéticos.
Segundo a Apple, abrir o acesso ao NFC sem critérios rigorosos poderia expor usuários a hackers e malware, enquanto as soluções da empresa atendem às expectativas de segurança de consumidores e instituições financeiras. (Moneytimes)

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