O avanço do crime organizado contra o sistema financeiro, via fintechs controladas por facções em ousados esquemas de lavagem de dinheiro, levou a Polícia Federal a fechar um acordo de cooperação nesta segunda (22), com o BNDES e a Febraban. (Foto ilustração)
O pacto tem um prazo de duração de 60 meses, período em que as instituições irão agir estrategicamente em parceria para tentar sufocar a ofensiva de braços poderosos do crime e evitar a reedição do esquema do PCC instalado na Faria Lima, desmontado pela Operação Carbono Oculto em agosto passado.
“Antigamente, para assaltar um banco, eles chegavam com dinamite, com metralhadora, com carro. Hoje não. Com laptop, às vezes intimidando um servidor que tem responsabilidade na instituição ou comprando, o que é pior, você tem operações de grande vulto, são centenas de milhares de reais que foram transferidos para o crime organizado”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
A assinatura do acordo reuniu na sede da Polícia Federal em São Paulo, além de Mercadante, o diretor-geral da PF, delegado Andrei Rodrigues, e o presidente da Febraban, Isaac Sidney – quadros técnicos do BNDES participaram da cerimônia de assinatura do ajuste, Alexandre Abreu (áreas Financeira e de Mercado de Capitais), e Luiz Navarro (Risco e Compliance), além do presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), delegado da PF Ricardo Saadi.
“Se o crime mudou, não podemos ficar parados no tempo e pensar em combater essas novas modalidades de delinquência com práticas que viemos adotando há 10, 15, 20 anos”, disse Andrei. “Agora que temos um brasileiro à frente da Interpol (delegado da PF Valdecyr Urquiza), esperamos já nos primeiros meses de 2026 fechar um acordo para trazer essa organização internacional para a nossa parceria.” (Por Estadão Conteúdo)

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