Nos meses de novembro e dezembro, o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), deu início a uma série de oficinas inéditas para implementar práticas de monitoramento e avaliação na saúde indígena. As capacitações foram realizadas nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) de Manaus, Bahia e Yanomami. (Foto ilustração)
Com carga horária de 32 horas, as oficinas foram promovidas em parceria com o Laboratório de Situações Endêmicas Regionais (LASER), vinculado à Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca da Fiocruz (ENSP-Fiocruz). Até 2026, a Sesai e a Fiocruz planejam expandir a iniciativa para os 34 DSEIs.
Desenhadas para fortalecer as habilidades técnicas de trabalhadores da saúde e conselheiros indígenas, as oficinas capacitaram os participantes em ferramentas como priorização de problemas, modelagem de intervenções, conceitos de monitoramento e avaliação, além do uso de sistemas específicos.
De acordo com Giovana Mandulão, coordenadora-geral de Gestão do Conhecimento, Informação, Avaliação e Monitoramento da Sesai (CGCOIM), a iniciativa representa um passo estratégico para aprimorar os processos de gestão, planejamento e assistência nos territórios indígenas.
Durante as oficinas, as equipes dos DSEIs elaboraram dois produtos técnicos essenciais: um modelo lógico e um plano de monitoramento voltados para os problemas prioritários identificados em seus territórios. As oficinas contaram com a participação de coordenadores dos distritos sanitários, presidentes dos Conselhos Distritais de Saúde Indígena (Condisis) e membros da equipe da Fiocruz.
Giovana concluiu ressaltando que a parceria é estratégica para institucionalizar práticas e garantir que as intervenções sejam baseadas em evidências, promovendo impactos positivos e sustentáveis nas comunidades. “Esse é mais um passo na construção de políticas públicas de saúde voltadas aos povos indígenas, respeitando a diversidade cultural e territorial. Ao institucionalizar práticas de monitoramento e avaliação, avançamos na construção de uma assistência mais eficiente, adaptada às realidades locais e que valorize o protagonismo indígena no processo de tomada de decisões”, finalizou a coordenadora-geral. (Leidiane Souza)

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