A reta final de três dias nas eleições de BH será de muita tensão, nervosismo e incertezas. Junto dos dois últimos debates do calendário eleitoral, os indecisos começam a definir seu voto nos dois dias finais. Até então, esse segmento anda distante da disputa: não se vê mais os desentendimentos em grupos de Zap ou mesmo entre parentes. (Foto ilustração: Prefeitura de Belo Horizonte)
Oito institutos de pesquisas vêm desde o início do segundo turno apontando a virada do prefeito e candidato à reeleição Fuad Noman (PSD). Algumas sondagens o colocavam 10 pontos à frente, agora, situações de empate técnico, na margem de erro, foram identificadas. A última é da Quaest, 46% (Fuad) e 40% (Engler), protocolo MG-07435/2024, para uma margem de erro de 3 pontos percentuais, divulgada nesta quarta (23).
Por essa medição, confirma-se o crescimento de Fuad, seguido de estabilidade, e uma reação de Engler de, pelo menos, três pontos. Os sinais são de que a disputa será apertada e de muita turbulência nas próximas horas, especialmente por conta do debate da TV Globo amanhã à noite.
Em função da desvantagem, Engler deixou de lado o estilo menos agressivo do primeiro turno e está recorrendo a todas as armas no ataque intenso ao rival e à sua gestão na prefeitura. Vai para o tudo ou nada, mas corre riscos também porque os ataques do primeiro turno afetaram o desempenho de vários concorrentes. A própria rejeição do candidato do PL é a mais alta, barrando seu desempenho.
O eleitor não gosta de baixarias e de ataques. A última de Engler, e que deverá repercutir nos debates, foi mexer no vespeiro da cultura, ao centrar fogo em um livro de ficção de autoria de Fuad. Se não conquistar a prefeitura, ele poderá passar a campanha apenas como anti-Fuad, um legado que não consolida projeto algum. (Orion Teixeira)

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