O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSol), participou da manifestação contra o Congresso Nacional neste domingo (14/13). O ato na Avenida Paulista foi convocado por grupos de esquerda após a aprovação, na Câmara dos Deputados, do PL da Dosimetria — projeto que reduz as penas dos condenados por tentativa de golpe de Estado. (Foto ilustração)
No palanque, Boulos chamou o projeto de “anistia envergonhada” após grupos que apoiam o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não conseguirem viabilizar a anistia ampla.
“A gente não quer saber de anistia sem vergonha e nem de anistia envergonhada. Nós queremos que ela seja barrada porque golpista bom é golpista preso”, afirmou.
Boulos acrescentou: “Esse é um ato contra a anistia, seja ela aberta, que eles não têm mais força para aprovar, seja a anistia envergonhada que lamentavelmente eles aprovaram na câmara essa semana. Acho que é um recado da sociedade, até para que o Senado Federal não cometa o mesmo erro que a Câmara cometeu.”
Mais cedo, em conversa com jornalistas antes de discursar, o ministro ressaltou as “medidas muito ruins” aprovadas no Congresso recentemente — além do PL da Dosimetria, ele citou a PEC do Marco Temporal de Terras Indígenas aprovada no Senado. Segundo Boulos, as manifestações ao redor do Brasil servem para dar um recado aos parlamentares.
Questionado sobre um possível veto de Lula ao projeto da dosimetria, ele afirmou que a decisão é do presidente, mas que o petista é contrário à anistia.
“Congresso inimigo do povo”
Manifestantes de esquerda ocupam a Avenida Paulista, na região central de São Paulo, na tarde deste domingo (14/12), em protesto contra a aprovação, na Câmara dos Deputados, do PL da Dosimetria — projeto que reduz as penas dos condenados por tentativa de golpe de Estado. Os atos acontecem, ao longo do dia, em outras capitais.
A organização dos protestos foi feita pelas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, que tem a participação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST).
Com o lema “Congresso Inimigo do Povo”, a manifestação é uma reação ao avanço do projeto que reduz as penas para os presos pelos atos do 8 de Janeiro. Entre os beneficiados pelo texto está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.
O principal alvo da manifestação é o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que decidiu pautar o PL da Dosimetria nessa semana. Além da crítica ao Congresso, os protestos também incluem outras pautas, como o fim da escala de trabalho 6×1 e o combate ao feminicídio. (Rodrigo TammaroWilliam Cardoso)

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