O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), decretou a perda imediata do mandato de Carla Zambelli (PL-SP-Foto) e determinou que seja dada posse ao suplente em até 48 horas.
A decisão coloca o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em uma encruzilhada. De um lado, a determinação do STF e, do outro, a manifestação do plenário pela manutenção do mandato.
A perda de mandato de Zambelli havia sido decidida pela Primeira Turma do STF e comunicada à Câmara ainda em junho. Pressionado pela oposição, Hugo Motta enviou o caso para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania).
Na última quarta-feira (10), o processo foi votado na comissão, dando aval à perda de mandato. No plenário, a situação foi revertida por um placar de 227 votos favoráveis para a cassação e 170 contrários, ao não se alcançar a maioria absoluta de parlamentares.
Embora a oposição comemorasse a decisão do plenário, governistas viam como uma questão de tempo até uma nova determinação do STF, dessa vez em tom ainda mais duro. Poucas horas após a votação no plenário veio a decisão do ministro.
Ainda que sem a intervenção do STF nesta quinta-feira (11), a permanência de Zambelli no cargo era vista como inviável. Presa na Itália e com risco de ser extraditada para o Brasil, a parlamentar acumula faltas e a Constituição pune com perda de mandato os parlamentares com muitas ausências.
Quem deve assumir a vaga é o suplente Adilson Barroso (PL-SP). Ainda que não tenha conseguido se eleger em 2022, ele é o primeiro suplente do estado pelo PL (Partido Liberal) por ter conseguido mais de 62 mil votos no pleito. (CNN)

No Comment! Be the first one.