A Justiça da França ordenou, nesta segunda-feira (10), a libertação do ex-presidente Nicolas Sarkozy (foto ilustração), que passou 20 dias na prisão devido a uma condenação por associação ilícita, mas com a imposição de medidas de controle judicial.
Sarkozy tornou-se, em 21 de outubro, o primeiro chefe de Estado francês a ser preso desde o fim da Segunda Guerra Mundial e o primeiro de um país já integrante da União Europeia.
O tribunal de apelação de Paris examinou nesta segunda-feira o pedido de liberdade e ordenou sua saída da penitenciária parisiense de La Santé, mas ele terá que respeitar várias medidas, como não abandonar o território francês.
Sarkozy, que deve deixar a prisão ainda nesta segunda-feira, também não poderá entrar em contato com o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, cuja visita ao seu ex-mentor político na penitenciária gerou polêmica. “É muito difícil, muito difícil. Certamente é para todos os detidos. Eu diria até que é exaustivo”, afirmou Sarkozy horas antes, durante a análise de seu pedido de libertação.
Sarkozy, um dos grandes nomes da direita francesa, estava em regime de isolamento na prisão parisiense, com dois policiais instalados na cela vizinha para sua proteção. (Por AFP)

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