O Brasil ampliará sua capacidade de refino em 10% entre 2025 e 2035, com destaque para a conclusão do Trem 2 da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco, além de toda a produção do Complexo de Energias Boaventura e de novas unidades de destilação e hidrotratamento de diesel. Para o coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros e Petroleiras (FUP), Deyvid Bacelar (foto ilustração), que esteve presente em Ipojuca (PE), na última sexta-feira (28/11), quando o presidente Lula anunciou o investimento de R$8,3 bilhões na retomada das obras do Trem 2 da Refinaria Abreu e Lima, a indústria nacional está conseguindo se reerguer depois de toda a tentativa de destruição da indústria de engenharia pesada causada pela Operação Lava Jato.
“Temos a previsão de que a Abreu e Lima dobrará a capacidade de refino da refinaria para 260 mil barris por dia até 2029, gerando 30 mil empregos diretos e indiretos durante o pico da construção. Quando me lembro que a Operação Lava Jato praticamente destruiu a indústria nacional, quebrando grandes empresas como a Odebrecht, OAS, Camargo Correia, Queiroz Galvão, Gustavo Gutrierrez, entre outras, fico muito feliz que o presidente Lula esteja reconstruindo esse setor industrial que é tão fundamental para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil”, avaliou Bacelar.
Segundo ele, durante os anos em que a Operação Lava Jato esteve trabalhando contra os interesses do país, quatro milhões e 400 mil postos de trabalho foram extintos. Houve a paralisação das obras da Refinaria Abreu e Lima e empresas que estavam operando a obra do Trem 2 foram quebradas. Algumas empresas, como a Novonor (antiga Odebrecht), Andrade Gutierrez e UTC, foram agora reabilitadas para prestar serviços ao governo e estão buscando novos negócios. “O setor está passando por uma reestruturação, com empresas médias e pequenas ganhando espaço e se adaptando às novas condições do mercado. Temos o movimento de retomada da indústria naval e das empresas de engenharia pesada, que voltaram a receber encomendas do governo federal e de empresas estatais. Se estamos vivendo o pleno emprego hoje é porque as grandes obras de infraestrutura voltaram a acontecer no país. A taxa de desemprego é a menor da história do Brasil, 5,5%”, destacou Bacelar. “Somente nas obras da Petrobras estão sendo gerados em torno de 100 mil empregos”, acrescentou. Durante a Operação Lava Jato, o faturamento das 100 maiores empresas de construção pesada no Brasil caiu de R$ 138 bilhões em 2013 para R$ 56 bilhões em 2022, uma redução de cerca de 60%.

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