Ex-secretário de Cultura do governo Jair Bolsonaro, o deputado federal Mário Frias (PL-SP) criticou a Lei da Ficha Limpa e a chamou de uma “imbecilidade da esquerda”. (Foto ilustração)
Em publicação nas redes sociais, Frias afirmou:
“A Lei da Ficha Limpa é uma daquelas imbecilidades de esquerda que a sociedade compra sem sequer refletir. A turma que adora idolatrar a burocracia não eleita atribuiu a ela o poder de impedir eleição popular.”
Frias disse ainda que a lei permitiu a candidatura de Lula nas eleições de 2022, mas poderia impedir Bolsonaro de concorrer ao pleito de 2026. Segundo ele, a “realidade” é contraditória, já que Lula, um ex-condenado, se tornou presidente, enquanto Bolsonaro poderia ser impedido de se candidatar com base na “ridícula acusação de golpe de estado”.
“Essa conversa de que a Lei da Ficha Limpa é para impedir criminoso de se candidatar se esbarra na realidade de um ex-condenado como o Lula presidente e de um Bolsonaro podendo ficar inelegível, pela ridícula acusação de golpe de estado.”
A fala do ex-secretário de Cultura segue a linha adotada por Bolsonaro, que também criticou a Lei da Ficha Limpa em vídeo publicado nas redes sociais. O ex-presidente, que antes apoiava a medida, afirmou que ela é “utilizada para perseguir a direita”, apesar de ter votado a favor do projeto quando era deputado.
No Congresso, aliados de Bolsonaro articulam mudanças na lei, com o objetivo de diminuir de oito para dois anos o tempo de inelegibilidade imposto pela Ficha Limpa.
Se aprovada, a alteração permitiria que o ex-presidente se candidasse em 2026. O deputado Hélio Lopes (PL-RJ) apresentou uma proposta que condiciona a inelegibilidade à condenação na Justiça comum, beneficiando diretamente Bolsonaro.
Centrão
Integrantes do Centrão pretendem incluir, no projeto de reforma política, o dispositivo para reduzir o período de inelegibilidade determinado pela Lei da Ficha Limpa.
A articulação para o esvaziamento da lei, com o intuito de reabilitar Jair Bolsonaro para as eleições de 2026, foi revelado em primeira-mão por O Antagonista no final de semana passado.
Líderes partidários da Câmara defenderam, ao longo da semana, a instituição de uma comissão especial para debater uma ampla reforma política de forma que as mudanças tenham validade já nas próximas eleições.
Os parlamentares querem discutir temas como, por exemplo, sistema distrital misto em detrimento ao atual sistema proporcional. (oantagonista)

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