O Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), mantém posição de destaque no sistema estadual de transplantes e voltou a liderar, em 2025, o número de notificações de morte encefálica e de doações efetivas de múltiplos órgãos na Bahia. Os dados fazem parte do Registro Baiano de Transplantes (RBATX), divulgado pela Coordenação do Sistema Estadual de Transplantes. (Foto ilustração)
De acordo com o levantamento, o HGCA registrou 121 notificações de morte encefálica, o maior número entre as unidades hospitalares do estado. A unidade também foi responsável por 29 doações efetivas de múltiplos órgãos, liderando o ranking estadual de captação.
O desempenho é resultado do trabalho integrado da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) e da Organização de Procura de Órgãos (OPO) sediada no hospital, responsáveis pela identificação de potenciais doadores, condução dos protocolos e acolhimento das famílias durante o processo de autorização para doação.
Além da liderança na captação de órgãos, o HGCA também aparece entre os hospitais com maior participação nas ações relacionadas à doação de córneas no estado, contribuindo para ampliar o acesso a transplantes e reduzir o tempo de espera de pacientes na fila.
Em 2025, a Bahia contabilizou 1.073 notificações de morte encefálica, que resultaram em 219 doações efetivas de múltiplos órgãos, além de 1.210 doações de córneas. O resultado representa um avanço no cenário estadual de transplantes e reflete o fortalecimento da rede de captação e do trabalho das equipes hospitalares envolvidas.
Outro dado que chama atenção é o papel da OPO Feira de Santana, que registrou 228 notificações de morte encefálica e 42 doações efetivas de órgãos em 2025, consolidando a região como um dos principais polos de captação no interior do estado.
Para as equipes do HGCA, os números demonstram o compromisso da unidade com a ampliação da cultura da doação de órgãos e com o fortalecimento da rede de transplantes. O processo envolve desde a identificação precoce de possíveis doadores até o diálogo sensível com as famílias, etapa decisiva para a autorização da doação.
A doação de órgãos é um ato de solidariedade que pode salvar várias vidas. Cada doador pode beneficiar diferentes pacientes que aguardam na fila por um transplante, oferecendo novas oportunidades de tratamento e qualidade de vida. (Ascom/HGCA)


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