A parlamentar licenciada Carla Zambelli (PL-SP -Foto) usou uma conta alternativa para publicar um novo vídeo com críticas ao STF (Supremo Tribunal Federal). “Olá, pessoal, aqui é Carla Zambelli. Muita coisa tem acontecido no Brasil, não é?”, diz no vídeo.
Durante a gravação, Zambelli chama as tarifas anunciadas pelo governo americano — de 50% sobre todos os produtos brasileiros importados — de “Taxa Moraes”, em referência ao ministro do STF, Alexandre de Moraes. “Faz muitos anos que o Moraes está brincando de ditador”, afirma.
O perfil foi criado em maio de 2025 e tem cerca de 4.600 seguidores. A primeira publicação ocorreu no dia 13 de junho, aproximadamente dez dias após a retirada de seus perfis oficiais, determinada pelo STF.
Nas postagens, Carla afirma estar “exilada na Itália”, mas, formalmente, é considerada foragida por descumprir medidas cautelares, como a recusa em entregar o passaporte. Posteriormente, ela foi condenada a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com apoio do hacker Walter Delgatti Net
Dias após a decisão, a deputada pediu licença médica para tratamento nos Estados Unidos, de onde participou de uma live anunciando que não voltaria ao Brasil.
A deputada disse acreditar ser “intocável” na Itália, país onde tem cidadania.
Desde 5 de junho, o nome da parlamentar consta na lista vermelha da Interpol. O sistema funciona como um banco de dados internacional para auxiliar países na localização de foragidos, mas não tem força de mandado de prisão.
Apartamento funcional
O advogado Fabio Pagnozzi, que defende a deputada federal licenciada, devolveu à Câmara dos Deputados nesta terça-feira (15) as chaves do apartamento funcional da parlamentar.
O prazo legal para a devolução do apartamento funcional se encerrou em 4 de julho, quando a licença para fins particulares solicitada por ela completou 30 dias. A deputada está na Itália desde o fim de março.
Em virtude do atraso, ela pode ser submetida a uma multa de R$ 4.253, equivalente ao valor do auxílio-moradia, além de uma indenização de R$ 283,53 por dia de ocupação irregular. (r7)

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