O contrato firmado entre a Prefeitura de Feira de Santana e a empresa Global Music Ltda, responsável pela representação da cantora Ana Carolina (foto ilustração), já previa previamente limitações à gravação e transmissão do show realizado no evento Natal Encantado, no dia 21, na Praça Padre Ovídio. O documento, de nº 447-2025-10C, ao qual o site Bahia na Política teve acesso, estabelece o pagamento de R$ 396 mil pela apresentação, com duração aproximada de 90 minutos, sendo considerada integralmente realizada após o cumprimento mínimo de 40 minutos de show.
De acordo com o contrato, cabe ao Município, na condição de contratante, limitar a captação de imagens exclusivamente à primeira ou à última música, apenas para fins de arquivo interno e prestação de contas. A cláusula também determina que a Prefeitura utilize somente imagens oficiais previamente fornecidas pela contratada em qualquer material de divulgação do evento, o que, na prática, inviabiliza transmissões ao vivo e restringe a cobertura audiovisual por parte da imprensa e do público. Apesar de já previsto em contrato, a Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer não orientou a imprensa e o público sobre restrições impostas pela artista.
Mesmo com a restrição já prevista no instrumento contratual, a execução do show gerou insatisfação entre espectadores e profissionais de imprensa, que relataram falta de acesso, dificuldade de cobertura e ausência de transmissão. A repercussão negativa tomou conta das redes sociais e de veículos locais, reacendendo o debate sobre a transparência, o uso de recursos públicos e os limites impostos à comunicação em eventos custeados pelo município. (Da Redação)

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