O documentário Entre a Caneta e o Poder – Mulheres no Jornalismo da Bahia resgata, com rigor e delicadeza, a trajetória de profissionais que romperam barreiras e deixaram marcas profundas na comunicação baiana. Dirigido por Daniel Talento, o filme celebra o protagonismo feminino em um campo historicamente masculino e reafirma a força da palavra como instrumento de resistência e transformação. (Foto ilustração)
Produzido pela Arpoador Audiovisual e Tia Maria Filmes, o longa-metragem reúne depoimentos que atravessam gerações e experiências, compondo um mosaico sensível sobre a presença e a luta das mulheres na imprensa local.
Entre as protagonistas estão três diretoras do Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Bahia (Sinjorba): Isabel Santos, Jaciara Santos e Mônica Bichara. As três integram o Conselho de Ética da entidade e compartilham, além da militância sindical, a participação no grupo “As Comadres”, criação literária do jornalista e escritor Emiliano José.
Mais do que recontar histórias, Entre a Caneta e o Poder propõe uma reflexão sobre o tempo, a memória e as desigualdades ainda presentes no mundo da comunicação. As falas das entrevistadas revelam coragem, persistência e sensibilidade — marcas que caracterizam a força feminina em meio às mudanças políticas e sociais das últimas décadas.
Com trilha sonora de Bob Bastos e direção de fotografia de Ruan Souza e Daniel Talento, o filme combina apuro histórico e emoção, sem perder a humanidade que aproxima público e personagens. É, ao mesmo tempo, um retrato de época e um testemunho vivo de que o jornalismo baiano tem voz de mulher — firme, plural e inspiradora.
A pré-estreia de Entre a Caneta e o Poder aconteceu na quinta-feira, dia 23, no Teatro Dois de Julho (Irdeb), em Salvador, reunindo jornalistas, realizadores, familiares e representantes de entidades ligadas à comunicação. O público aplaudiu de pé as protagonistas e a proposta do filme, que agora se prepara para participar de festivais de cinema. A equipe de produção também planeja o lançamento em circuito comercial, ainda sem data definida, ampliando o alcance de uma obra que valoriza a memória e o protagonismo das mulheres no jornalismo baiano. (Sinjorba)

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