Metalúrgicos da Embraer (EMBR3) em São José dos Campos–SP aprovaram nesta quarta-feira (17) greve por tempo indeterminado, cobrando reajuste salarial de 11%, afirmou o sindicato local, citando decisão tomada em assembleia realizada mais cedo. (Foto ilustração)
A fábrica da Embraer em São José dos Campos é responsável pela montagem das duas linhas de aviões comerciais da companhia, a principal fonte de receita da fabricante brasileira.
Em nota, a companhia disse que as fábricas da Embraer operam normalmente em todo o Brasil.
A companhia também acrescentou que “estranhou” a ação do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos nesta manhã, na unidade Ozires Silva, citando que as negociações da data-base estão em andamento junto à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e que o sindicato ainda não apresentou a proposta mais recente aos trabalhadores.
A Embraer afirmou que a Fiesp, que representa o grupo patronal do setor aeronáutico nas negociações referente à data-base 2025, apresentou na véspera uma nova proposta de reajuste salarial de 5,5% (valor acima da inflação do período) e aumento de 12,5% do vale-alimentação para funcionários com salários de até R$ 11 mil.
As negociações no âmbito da Fiesp continuam em andamento com todos os sindicatos.”
O sindicato afirmou em comunicado à imprensa mais cedo que a Fiesp propôs reajuste salarial pela inflação, de 5,05%, e redução da estabilidade de emprego para acidentados e doenças ocupacionais ante condição atual que prevê, segundo a entidade, estabilidade até a aposentadoria.
E acrescentou que a proposta patronal já fora rejeitada em assembleia, no dia 9, quando foi aprovado o aviso de greve.
Ações da Embraer recuam No pregão desta quarta-feira (17), as ações da fabricante de aeronaves brasileira reagem em queda. Por volta de 11h35 (horário de Brasília), EMBR3 liderada as maiores perdas do Ibovespa (IBOV), com recuo de 1,31%, a R$ 74,86. (Reuters)

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