A Receita Federal deve iniciar, em julho de 2026, a emissão do novo CNPJ alfanumérico para inscrições novas, mas a mudança não deve atingir todos os perfis de empresas ao mesmo tempo. A tendência, segundo a área técnica do órgão, é que a implementação comece pelas grandes companhias e por setores considerados mais preparados do ponto de vista tecnológico. A informação foi dada por Rafael Neves Carvalho, coordenador operacional de Cadastros e Benefícios Fiscais da Receita Federal, em entrevista ao Portal da Reforma Tributária. (Foto ilustração)
A estratégia em estudo considera que empresas de maior porte tendem a estar conectadas a fornecedores de tecnologia e sistemas de gestão mais estruturados, o que pode facilitar a adaptação ao novo padrão. Já os microempreendedores individuais (MEIs), não devem entrar nesse primeiro momento da transição no segundo semestre de 2026. A Receita informou que pretende acompanhar a adesão do mercado e publicar um cronograma para dosar essa implantação.
O que mudará com o CNPJ alfanumérico
Na prática, a mudança não afetará os CNPJs que já existem hoje. O novo formato, que combinará letras e números, valerá apenas para novas inscrições, enquanto os registros atuais continuarão válidos. Com isso, os dois modelos deverão coexistir: o numérico, para empresas já abertas, e o alfanumérico, para novos registros feitos a partir da implementação. A própria Receita informa, em sua página oficial sobre o tema, que o CNPJ alfanumérico será atribuído exclusivamente a novas inscrições a partir de julho de 2026. (Izabella Miranda)

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