A segunda-feira (3) foi bastante positiva para os preços do café, tanto na Bolsa de Nova York, para o arábica, quanto para o robusta, negociado na Bolsa de Londres, com ambos subindo mais de 3%. E nos dois casos, os mercados refletiram preocupações com as condições climáticas no Brasil e também no Vietnã. (Foto ilustração)
As chuvas abaixo da média para regiões importantes de produção no Brasil ainda preocupam, comprometem o potencial produtivo dos cafezais e agravam o cenário em que a atual oferta ainda não supre o déficit dos estoques globais da commodity. O estado de Minas Gerais, maior produtor nacional, recebeu apenas 75% do total da média de chuvas que receberia. E para as próximas semanas, as previsões indicam uma melhora, porém, o mercado está cauteloso, volátil, e espera pelas confirmações.
As tarifas dos EUA sobre o café do Brasil também permanece no radar dos traders, uma vez que também podem mexer com o quadro de oferta nos próximos meses. Os estoques, afinal, são bastante apertados e ainda exigem um monitoramento detalhado por parte dos consumidores.
Assim, o dezembro fechou o dia com 406,65 cents de dólar por libra-peso, enquanto o março/26 foi a 386,70/lb. (Por Carla Mendes)

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