Os preços do café encerram a sessão desta segunda-feira (17) com ganhos moderados nas bolsas internacionais pressionados pelo clima seco e as altas temperaturas nas principais áreas produtoras do Brasil. (Foto ilustração)
O Barchart aponta que outro fato que impulsionou os preços foi a valorização do real para uma alta de 3 semanas e meia em relação ao dólar, o que desencorajou as vendas de exportação dos produtores de café do Brasil.
De acordo com relatório da Pine Agronegócios, a comercialização chegou a 13.36% da expectativa sobre a safra 25/26 e o sentimento de ansiedade quanto a colheita foi substituído pela preocupação com a falta de chuvas. Praticamente todas as áreas de produção de arábica no Brasil estão com o acumulado de precipitação de março muito abaixo da média para o mês, em fevereiro já veio abaixo também, e isso somado com altas temperaturas. Este cenário certamente traz impactos sobre a safra 26/27, já que a formação das gemas florais estão sendo afetadas.
O relatório destaca ainda que apesar dos fundamentos para a safra 26/27 ainda estarem em construção, já é possivelmente visualizar que teremos próximo a entrada do inverno o menor acumulado de precipitação da série histórica para as áreas de arábica e um déficit hídrico em um período que já é de restrição de chuvas. (Raphaela Ribeiro)

No Comment! Be the first one.