A balança comercial brasileira registrou déficit de US$323,7 milhões em fevereiro, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na sexta-feira, no primeiro saldo negativo mensal desde janeiro de 2022. (Foto ilustração)
O saldo veio bem pior que expectativas de economistas consultados pela Reuters, que previam superávit de US$1,94 bilhão de dólares.
As exportações somaram US$22,929 bilhões no mês passado, uma baixa de 1,8% em relação a fevereiro de 2024, em meio a preços mais baixos e menores volumes embarcados de soja, petróleo e minério de ferro. Já as importações cresceram 27,6%, totalizando US$23,253 bilhões.
O diretor de Estatísticas e Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, atribuiu o resultado negativo à importação de uma plataforma de petróleo da China para o campo de Bacalhau, operado pela Equinor, no valor de US$2,7 bilhões, ponderando tratar-se de um evento esporádico.
“Não fosse a plataforma de petróleo, nesse mês de fevereiro, haveria um superávit de US$2,4 bilhões”, disse Brandão a jornalistas em entrevista coletiva para comentar os dados.
No acumulado dos dois primeiros meses do ano o saldo comercial foi positivo em US$1,934 bilhão, ainda assim uma queda de 82,9% em relação ao superávit observado no mesmo período de 2024. As exportações somaram US$48,253 bilhõe, com queda de 3,6% frente ao mesmo período do ano passado, enquanto as importações ficaram em US$46,319 bilhões (+19,6%).
Questionado sobre os efeitos potenciais na balança comercial de reduções de alíquotas de importação de alguns alimentos prometidas pelo governo, o diretor disse que as medidas não devem ter fortes impactos no saldo. “Uma mudança tarifária em alguns produtos não é suficiente para causar déficit na balança. Então, não é esperado que uma medida com essa envergadura vá inverter o sinal do saldo comercial”, afirmou. (Reuters)

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