O comércio entre Brasil e Estados Unidos, ameaçado pela imposição de tarifas por parte do presidente Donald Trump, registrou vários recordes nos últimos anos, que foram comemorados pelo governo brasileiro. (Foto ilustração)
As exportações brasileiras aos EUA ganharam força a partir de 2021. Após a pandemia, os americanos buscaram reduzir as compras da China e diversificar fornecedores. O recorde histórico no comércio bilateral foi registrado em 2022, quando a corrente de comércio (soma de importações e exportações) atingiu US$ 88,7 bilhões, sendo US$ 51,3 bilhões em vendas, segundo dados da Câmara de Comércio Brasil-EUA (Amcham).
Em 2023, houve queda e as vendas foram de US$ 38,9 bilhões. No ano seguinte, 2024, houve uma retomada e a corrente de comércio superou US$ 80,9 bilhões de dólares, o segundo maior valor da história,
Já as importações brasileiras bateram recordes em valor e volume. Foram US$ 40,3 bilhões em vendas, alta de 9,2% em relação a 2023, e 40,7 milhões de toneladas, avanço de 9,9% sobre o ano anterior.
Houve, ainda, recorde de exportações industriais brasileiras para os EUA. Foram US$ 31,6 bilhões em vendas, crescimento de 5,8% em relação a 2023. O país é o principal destino das exportações industriais brasileiras, com 17,8% do total.
Fluxo comercial entre Brasil e EUA
No ano passado, o governo brasileiro destacou que o total de empresas do Brasil que exportam para os Estados Unidos bateu recorde. Em 2023, 9.533 companhias nacionais venderam produtos ao país norte-americano. Em 2000, como comparação, havia 4.664 empresas brasileiras na lista de importadoras.
O levantamento mostrou ainda que as empresas que exportam aos EUA pagam melhores salários aos funcionários e empregam mais mulheres, na comparação com companhias que vendem a outros países.
“Nunca na história tantas empresas exportaram para um único destino quanto exportaram no ano passado para os Estados Unidos”, disse à epoca Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior do MDIC. “Isso é algo que interessa porque ampliar a base exportadora do Brasil é um objetivo do governo federal.”
No começo de 2025, antes da posse de Trump, a Amcham previa que o fluxo comercial entre os dois países se manteria próximo do nível dos últimos anos, pois os dois países têm projeção de crescimento em torno de 2% ao ano, o que aumenta a demanda por produtos.
No entanto, “o cenário de elevadas incertezas no contexto internacional e eventual aplicação de restrições comerciais podem influenciar o comércio bilateral”, apontou a entidade.
Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial brasileiro, atrás da China. Os principais produtos americanos exportados pelo Brasil para os EUA no ano passado foram:
– Óleos brutos de petróleo
– Produtos semi-acabados de ferro ou aço
– Aeronaves e suas partes
– Café não torrado
– Ferro-gusa, e ferro-ligas
– Óleos combustíveis de petróleo
– Celulose
– Equipamentos de engenharia civil
– Sucos de frutas ou de vegetais – Carne bovina. (Exame)

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