De acordo com o relatório produzido pela ONG Repórteres sem Fronteiras, o Brasil, em 2022, estava na 110ª posição no ranking de liberdade de imprensa, considerando como um país onde o exercício de informar sofria (e ainda sofre) séries restrições. O estudo mostra que, à medida em que os discursos autoritários crescem, o número de países considerados seguros para os repórteres diminui.
A pesquisa foi feita por meio de um questionário sobre as violações à liberdade de imprensa em 180 nações. Quanto maior a pontuação, menor a segurança para os jornalistas. Em 2021, quando o Brasil alcançou a 111ª posição, o país foi considerado um lugar onde “a situação da imprensa é considerada difícil” e o trabalho jornalístico desenvolvido em um “ambiente tóxico”. Essa mesma ONG, em 2024, afirmou que a liberdade de imprensa estava ameaçada pelas mesmas pessoas que deveriam ser seus garantidores: as autoridades públicas.
Ora, a liberdade de imprensa num país democrático é fundamental para promover mudanças políticas sociais, tendo como base as informações de interesse para toda a sociedade, como denúncias em casos de corrupção, os sucessos e falhas das políticas públicas e o monitoramento do trabalho dos grupos políticos que estão no poder. (Luiz Holanda)

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