O ministro da Fazenda, Dario Durigan (foto ilustração), disse, em entrevista à revista Carta Capital, que não estar no horizonte a desvinculação das aposentadorias do salário mínimo, tampouco o fim dos pisos da educação e da saúde.
“Não está. Precisamos garantir que o crescimento do gasto obrigatório não siga num patamar muito além do que o País pode comportar, como temos feito. É otimizar programas. O gasto social precisa ser eficiente”, defendeu, ao ser indagado sobre as duas hipóteses. A entrevista foi feita na quarta-feira (8) e divulgada nesta quinta (9).
Ele prosseguiu afirmando que, quando o governo federal propôs, no fim de 2024, “melhorias no crescimento do gasto obrigatório”, vários pontos não foram aprovados pelo Congresso. O titular da Fazenda afirmou ter dialogado com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), juntamente com o Supremo Tribunal Federal (STF), para que as contas não sejam desajustadas durante o período eleitoral.
A respeito da renegociação das dívidas rurais, Durigan fez um comentário relacionado à questão da mudança climática.
“Já ouvi de vários interlocutores que esse temor de mudança climática é um exagero e que, no fundo, o governo dos EUA é que tem razão. Tivemos uma série de recorrências de inundação, de estiagem em vários lugares e agora há essa demanda do agronegócio de que precisamos atender quem foi vítima da mudança climática”. (Por Estadão Conteúdo)


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