Uma multidão tomou as ruas do Centro Histórico de Salvador na manhã desta quinta-feira (2) para celebrar o momento mais importante do calendário cívico do estado. A celebração pelo 2 de Julho, data da Independência do Brasil na Bahia, atraiu um público de diversas idades e diferentes bairros da capital baiana. Muitos se reuniram no entorno dos carros do Caboclo e da Cabocla para reverenciar os heróis da luta pela liberdade. (Foto ilustração)
O sol ainda nascia nesta quinta quando os primeiros devotos começaram a chegar. Como manda a tradição, os filhos e filhas de santo levaram alfazema, frutas e outros alimentos até os carros para homenagear os Caboclos, pedir bênçãos e celebrar a vitória das tropas baianas contra as forças portuguesas em 1823.
O ativista Jadson Silva, conhecido no terreiro como Pai Ioiô, contou que participa do desfile há 35 anos. Ele mora em Matatu de Brotas e explicou que, para as religiões de matriz africana, os Caboclos representam espíritos ancestrais que lutaram pela liberdade.
“A nossa independência ainda não acabou. A luta continua, porque ainda são muitas as desigualdades sociais. Nosso pedido aqui é esse. E também relembramos aqueles que lutaram para que nós pudéssemos hoje estar aqui nessa caminhada. O desfile é o fortalecimento da nossa ancestralidade, e que nossa Bahia seja liberta da violência, da falta de educação e da falta de saúde”, disse Jadson.
Houve também quem fizesse a homenagem vestido dos pés até a cabeça. O oficial Diranir dos Santos, 65 anos, foi vestido a caráter. “Somos a glória perene dos soldados brasileiros. Fiz uma referência aos heróis”, afirmou Diranir. (Secom/PMS)

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