A decisão da União Europeia (UE) de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco transformou o país no único integrante do Mercosul afetado pelas novas restrições sanitárias europeias. (Foto ilustração)
Enquanto o Brasil foi excluído da relação de países habilitados, Argentina, Paraguai e Uruguai permanecem autorizados a vender produtos de origem animal aos 27 membros da União Europeia, segundo regulamento publicado pela Comissão Europeia na última sexta-feira (5/6).
A medida pode atingir um dos mercados mais importantes para o agronegócio brasileiro.
Em 2025, a União Europeia importou cerca de 368,1 mil toneladas de carnes do Brasil, movimentando US$ 1,8 bilhão, de acordo com dados do Agrostat, sistema do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
O valor coloca o bloco europeu como o segundo principal destino das exportações brasileiras de carnes em receita, atrás apenas da China.
A exclusão brasileira chamou a atenção de autoridades e representantes do setor porque ocorre em um momento de aproximação comercial entre os dois blocos econômicos. A decisão foi anunciada poucos meses após o início da aplicação provisória do acordo entre Mercosul e União Europeia.
Apesar disso, a Comissão Europeia sustenta que a medida não está relacionada ao tratado comercial, mas exclusivamente ao cumprimento de exigências sanitárias. (Manuela de Moura/metrópoles)

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