O Projeto de Lei nº 108/2026, que proíbe a cobrança pelo acesso às áreas de embarque e desembarque em Salvador – sistema popularmente conhecido como Kiss & Fly –, foi o principal tema de debate na sessão ordinária desta terça-feira (2), na Câmara Municipal de Salvador. (Foto ilustração)
O presidente do Legislativo, Carlos Muniz (PSDB), e o vereador Daniel Alves (PSDB) unificaram propostas de autoria de ambos para proibir tanto a cobrança quanto a instalação de cancelas em áreas públicas destinadas ao fluxo de passageiros no aeroporto.
Muniz comentou a reunião realizada com a Vinci Airports, concessionária que administra o Aeroporto Internacional de Salvador. A empresa buscou construir um entendimento com o Legislativo para evitar a votação do projeto. No encontro, a Câmara foi representada pelo vereador Daniel Alves.
Segundo Muniz, a contraproposta apresentada pela concessionária – que previa ampliar o tempo de tolerância de 10 para 15 minutos e conceder isenção para cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção – não altera a essência da medida, que prevê cobrança de R$ 18 para quem exceder o tempo limite.
“A proposta feita por eles não muda em nada o que querem impor hoje, o que configura um prejuízo para a população de Salvador. Quando idealizamos e propomos esse projeto, foi exatamente com a expectativa de acabar com o que hoje está ocorrendo e ameaçando os taxistas, os motoristas de aplicativo e os cidadãos.
Diante disso, até o dia 17, o projeto será votado e sancionado pelo prefeito Bruno Reis”, frisou Muniz. (Ascom/CMS)


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