A recuperação e preservação da caatinga, aliada aos esforços do governo em diferentes esferas para integrar ações contra o avanço de áreas afetadas pela seca, é uma iniciativa a ser fortalecida como solução para a recuperação do bioma brasileiro. Essa é uma das principais conclusões do primeiro dia do 5º Encontro Nordeste ICLEI Brasil, que aconteceu em Salvador. (Foto ilustração)
A rede ICLEI Brasil, o Consórcio Nordeste e a Secretaria de Meio Ambiente do Estado da Bahia apresentaram uma carta-manifesto, lida no encerramento do primeiro dia de encontro. Entre outros pontos, o documento defende o fortalecimento da cooperação interfederativa e da governança multinível como condição essencial para a implementação efetiva da ação climática, bem como a necessidade de ampliar o acesso de governos subnacionais ao financiamento climático internacional.
Tema do encontro, o recaatingamento combina conhecimentos científicos e saberes tradicionais das comunidades locais na recuperação de áreas degradadas do semiárido. A técnica consiste na recuperação natural de áreas do semiárido a partir de ações como isolamento e preservação de matas nativas, com o envolvimento das comunidades locais, que recebem educação ambiental e adotam práticas produtivas sustentáveis.
O encontro do ICLEI para o Nordeste contou com a presença de Andrea Meza, secretária-executiva da UNCCD, a Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, organismo internacional vinculado à ONU que reúne os países engajados nessa causa.
Meza afirmou ver no Brasil uma fonte de inovação e conhecimento para o mundo na questão da desertificação. “O país tem demonstrado possuir todas as condições de adotar medidas de recuperação e preservação que beneficiem as populações locais”, disse ela, durante o encontro. (Ascom/Consórcio Nordeste)

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