O Ministério da Saúde tem ampliado as estratégias para consolidar no Brasil modelos de governança, financiamento e programas voltados à inovação e ao desenvolvimento de tecnologias para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse contexto, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), reuniu, na última terça-feira (26/05), representantes de 11 instituições brasileiras de referência para articular um projeto inédito: a criação de um consórcio nacional de pesquisa em câncer. (Foto ilustração)
Diante do aumento dos casos de câncer e da necessidade de respostas mais rápidas para a população, a proposta foi criar uma rede colaborativa formada por hospitais, universidades e centros científicos nacionais e internacionais. O objetivo é acelerar o desenvolvimento de vacinas, exames, diagnósticos e tratamentos voltados aos pacientes do SUS.
De acordo com a secretária da SCTIE, Fernanda De Negri, a proposta não é criar um projeto temporário, mas estabelecer uma governança colaborativa e infraestrutura capaz de atender todas as regiões do país. “Ao transformar o consórcio em uma política de Estado, por meio de instrumentos que institucionalizam esse grupo, damos longevidade e estabilidade à iniciativa. A forma como essa rede foi estruturada permite viabilizar investimentos, garantir a continuidade das pesquisas e assegurar o funcionamento permanente do projeto”, explicou Fernanda De Negri.
Estrutura do consórcio
A concepção do consórcio nacional surgiu após a assinatura de um acordo estratégico entre o Ministério da Saúde e a Universidade de Oxford, voltado ao desenvolvimento de vacinas contra o câncer. Com o avanço da proposta, foi instituído um grupo de trabalho responsável pela elaboração do projeto operacional da iniciativa de pesquisa, que inclui modelo de gestão, princípios, metodologia e definição dos comitês técnicos. (Ascom/MS)

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